Flexible packaging suppliers under threat - claim

23-Jul-2008 - The flexible packaging sector is under threat from spiralling polymer price hikes with supply chain optimisation required to lessen the impact of future increases, claims Flexible Packaging Europe (FPE).

Flexible packaging and multilayer film have many applications for food producers particularly for frozen, dry and fresh foods, as well as liquids.

In recent years, the sector has been working to offset growing raw material, energy, transport and labour costs through innovation like down gauging and consumer convenient packaging options, claims the FPE.

However, an FPE spokesperson told FoodProductionDaily.com that the squeeze in margins can no longer be balanced by productivity efficiency within the sector and prices now have to be passed down to food processors, if the flexible packaging industry is to continue.

Untenable position

The FPE, whose membership represents sales revenue of €7bn, said that food manufacturers will have to work with the sector to "create solutions to what is becoming an untenable position."

Raw material prices represent 60 per cent of the total cost of flexible packaging, according to the FPE.

Delivery times to food manufacturers also might not be met due to a slow down in supply at several polymer producers' facilities, claims the FPE

Alcan price increase

Last week, Alcan Packaging Food Europe, a leading supplier of flexible packaging for the food and beverage market, announced an average five per cent price increase on all its products and up to 15 per cent price increase on resin-based packaging products in Europe, effective on all deliveries from 1 August, 2008.

"These increases are due to unprecedented energy cost levels and high inflation rates on all input costs. As we have done in the past, we will be working with our customers to minimise the impact of these significant increases," said Thibault Laumonier, sales and marketing vice president of Alcan Packaging Food Europe.

Challenging times

Indeed, a report published in March warned of a challenging future for European packaging firms with rising input and transportation costs predicted to continue to weigh down the industry.

Credit agency Fitch Ratings, which compiled the report, said that many packaging firms were suffering financially due to not passing their costs on to customers.

"Failure to pass through raw material and transportation cost inflation, together with an inability to generate sufficient mitigating cost efficiencies are the hallmarks of weaker credit quality for highly leveraged packaging producers," said analyst Michelle de Angelis at the time.

De Angelis told FoodProductionDaily.com that although the nine companies reviewed for the study cannot be revealed, more than half provide packaging for the food and beverage industry.

The report clams that the successful packaging companies will be those that can contain costs by passing them to customers, combined with rationalisation - organising the business to improve efficiency.

Food Production Daily

Dólar eleva insumo industrial em até 30%

Reajustes começaram com o agravamento da crise internacional; empresas vêem "oportunismo" em aumento de preços
Acordos entre fornecedores, indústrias e varejo estão tensos porque quem ainda não elevou preços pretende fazê-lo até o final do ano

FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI

DA REPORTAGEM LOCAL

Após a alta do dólar, indústrias que utilizam matérias-primas como aço, resinas, componentes eletrônicos, papel, materiais para construção civil e produtos químicos registram aumentos de até 30% nos preços desses insumos.

A pressão sobre os custos industriais, que teve início com o agravamento da crise financeira mundial, foi constatada em ao menos dez setores da indústria consultados pela Folha.

Para os empresários, muitos dos reajustes nos preços das matérias-primas não têm justificativa e são "oportunistas". As negociações entre fornecedores, indústrias e varejo estão tensas neste momento, segundo eles, porque quem não aumentou o preço pretende fazê-lo até o final do ano.

"Os preços das resinas subiram entre 15% e 18% no pico da cotação do dólar [semana passada], sem a menor razão. São reajustes oportunistas", diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abraflex (associação da indústria de embalagens laminadas flexíveis) e da Abrinq (indústria de brinquedos).

A empresa Antilhas, fabricante de embalagens de plástico, papel e cartão, informa que as altas de preços de fornecedores de matérias-primas estão entre 8% e 12%, mas há casos de reajustes de até 28%.

"Algumas indústrias de papel e cartão fizeram reajustes de 8% em agosto. Agora, com a alta do dólar, foi a vez de outras empresas do setor elevarem os preços. No caso de resinas, com a queda de preços no mercado internacional, havia a possibilidade de queda de preço no Brasil, mas, com a alta do dólar, isso não ocorreu", afirma Bruno Baptista, diretor da empresa.

Os fornecedores de produtos químicos, como solventes e colas, segundo ele, foram os que mais reajustaram os preços neste mês -entre 19% e 28%.

A Florus Brasil, indústria de cosméticos, informa que os preços de seus insumos subiram, em média, 30% nas últimas três semanas.
"E faltam também algumas matérias-primas, que, em alguns casos, são entregues apenas mediante pagamento de ágio", afirma Fabio Mazzon Sacheto, um dos donos da Florus.

Na construção civil, a pressão maior vem dos fornecedores de aço. "As construtoras foram informadas de que as siderúrgicas subirão seus preços de 15% a 20% até dezembro. Se isso se concretizar, será o quarto reajuste no ano. Esse é um setor oligopolizado e o repasse não se justifica", afirma Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP (indústria da construção civil paulista).

Para Merheg Cachum, presidente da Abiplast (associação que reúne a indústria plástica), repasses por causa da alta do dólar serão "inevitáveis".

O que ainda segura o repasse para os preços são os estoques, segundo representantes de associações industriais. "As negociações para novos contratos estão travadas até que o dólar se estabilize", afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee (associação da indústria elétrica e eletrônica).

O setor eletroeletrônico é um dos mais afetados pela alta do dólar, já que é grande importador de componentes. "Quem tem estoque pode esperar um pouco mais para importar. Quem não tem terá de pagar o dólar do dia que importar", diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros (associação da indústria eletroeletrônica).

Outro setor que sofre com a alta de custos é o farmacêutico. "Os insumos importados respondem por cerca de 80% da composição de um medicamento. O dólar saiu do patamar de R$ 1,60 para R$ 2. As empresas devem rever seus planos e resultados em 2009", afirma Ciro Mortella, presidente-executivo da Febrafarma (federação dos fabricantes de produtos farmacêuticos).

A indefinição quanto à cotação do dólar também emperrou as negociações entre o setor de máquinas e os fornecedores. "Não sabemos como ficarão os preços até o dólar se estabilizar, mas eles vão mudar", diz Carlos Nogueira, vice-presidente da Abimaq (reúne as indústrias de máquinas).
Jackson Schneider, presidente da Anfavea (associação das montadoras), afirma que a pressão de custos sobre os produtos importados é inevitável. "Mas qualquer decisão de elevação de preço agora é precipitada. Além disso, os preços de algumas commodities estão até em queda no exterior."